quinta-feira, 21 de junho de 2012

 
Bom pessoal, aqui vai mais uma postagem de um  
 
Homem de Deus!
 
Recomendo a leitura!
 
 
 
A ABSOLUTA IMPORTÂNCIA

DO MOTIVO

A.W. Tozer 

Em “A Raiz dos Justos” – (Editora Mundo Cristão) - A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo. Como a água não pode subir mais alto do que o nível da sua fonte, assim a qualidade moral de um ato nunca pode irmais alto do que o motivo que o inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um
mau motivo pode ser bom, ainda que algum bem possa parecer provir dele. Toda ação praticada por ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á afinal que foi praticada pelo inimigo e contra o reino de Deus. Infelizmente, a natureza da atividade religiosa é tal que muita coisa dela pode ser levada a efeito por razões não boas, como a raiva, a inveja, a ambição, a vaidade e aavareza. Toda atividade desse jaez é essencialmente má e como tal será avaliada no julgamento. Nesta questão de motivos, como em muitas outras coisas, os fariseus dão-nos claros exemplos. Eles continuam sendo os mais tristes fracassos religiosos do mundo, não por causa de erro doutrinário, nem porque fossem pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Oravam, mas para serem ouvidos pelos homens, e deste modo o seu motivo arruinava as suas orações e as tornava não somente inúteis, mas realmente más. Contribuíam generosamente para o serviço do templo, mas às vezes o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais,e isto era um mal, um pecado. Eles condenavam o pecado e se levantavam contra ele quando o viam nos outros, mas o faziam por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Assim era com quase tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas de uma aparência de santidade, e essas mesmas atividades, se realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Todaa fraqueza dos fariseus jazia na qualidade
dos seus motivos.Que isso não é uma coisa pequena infere-se do fato de que aqueles religiosos formais e ortodoxos continuaram em sua cegueira até que finalmente crucificaram o Senhor da glória sem um pingo de noção da gravidade do seu crime. Atos religiosos praticados por motivos vis são duplamente maus - maus em si mesmos e maus porque praticados em nomede Deus. Isso é equivalente a pecar em nome dAquele Ser que é sem pecado, amentir em nome dAquele que não pode
mentir, e a odiar em nome dAquele cuja
natureza é amor. Os cristãos, especialmente os muito ativos, freqüentemente devem tomar tempo
para sondar as suas almas para certificar-sedos seus motivos. Muito solo é cantado paraexibição; muito sermão é pregado para mostrar talento; muita igreja é fundada como uma bofetada nalguma outra igreja.
Mesmo a atividade missionária pode tornarsecompetitiva, e a conquista de almas pode degenerar, passando a ser uma espécie de plano de vendedor de escovas, para satisfazer a carne. Não se esqueçam, os fariseus eram grandes missionários, e circundavam mar e terra para fazer um converso.
Um bom modo de evitar a armadilha da atividade religiosa vazia é comparecer ante Deus sempre que possível com as nossa
Bíblias abertas no capítulo 13 de 1 Coríntios. Esta passagem, conquanto considerada como uma das mais belas da Bíblia, é também uma das mais severas das que se acham nas Escrituras Sagradas. O apóstolo toma o serviço religioso mais elevado e o consigna à futilidade, a menos que seja motivado pelo amor. Sem amor, profetas, mestres, oradores, filantropos e mártires sãodespedidos sem recompensas. Para resumir, podemos dizer simplesmente que, à vista de Deus, somos julgados, não tanto pelo que fazemos como por nossas razões para fazê-lo. 

Não o que mas por que será a pergunta importante quando nós cristãos comparecermos no tribunal para prestarmos contas dos atospraticados enquanto no corpo. ı

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